domingo, 16 de dezembro de 2012

Cai confiança do leitor na imprensa tradicional




247 - Pesquisa Datafolha sobre confiança nas instituições mostra que o percentual de pessoas que "confiam muito" na imprensa caiu de 31% para 22%. Já a proporção daqueles que "confiam um pouco" teve queda leve, de 51% para 50%. Por outro lado, a taxa daqueles que "não confiam" de jeito nenhum nos jornais subiu de 18% para 28%, um percentual maior do que os que "confiam muito".
Como a pesquisa chega após meses de intensa cobertura do julgamento do mensalão e após um processo eleitoral, o resultado vem sendo visto por analistas (como Emir Sader, por exemplo) como decorrência da partidarização dos grandes veículos de comunicação. O resutado disso é que, aproximadamente, apenas um a cada cinco brasileiros confia plenamente na imprensa.
Leia abaixo análise do Blog da Cidadania:
Blog da Cidadania - Nos últimos dias, duas pesquisas de opinião (do Ibope e do Datafolha) sobre quem é quem hoje na grande política nacional revelaram um quadro de polarização e de cristalização de posições políticas entre a sociedade, com vantagem renitente para os atuais detentores do poder federal, que, nessas pesquisas, aparecem com popularidade inabalada.
Mas, apesar da reiterada pregação desta e de tantas outras páginas da internet e de pequenos exércitos de militantes virtuais no sentido de que seria "inútil" a campanha da grande imprensa contra Lula, PT e – por tabela – Dilma Rousseff, as pesquisas revelam que, cada um a seu modo, direita e esquerda têm – ou pensam que têm – razão em suas táticas atuais.
Ter razão, claro, no sentido de que ambos os lados confiam em suas estratégias com base em elucubrações racionais e amplamente discutidas internamente. É, pois, ingenuidade achar que a passividade do PT e a virulência da oposição midiática derivam de não saberem o que estão fazendo.
Não há bobinhos no Palácio do Planalto; não há bobinhos no PT; não há bobinhos no PSDB e tampouco há bobinhos na Globo, na Folha, na Veja ou no Estadão. A forma como agem – ou reagem, conforme o lado – ao jogo político é produto de intensa reflexão, de sondagens do eleitorado e de sólidas teorias políticas.
Então você dirá, leitor petista, que a perenidade da aprovação de Lula, Dilma e PT revelada pelas pesquisas mostra que ao menos do lado da direita midiática, se não há "bobinhos", há dementes, pois quanto mais batem nos petistas mais eles se fortalecem perante a opinião pública. E, em alguma medida, pode estar certo. Mas não totalmente.
Vejamos o que acontece do outro lado. As lideranças e os militantes da direita midiática serão tão alucinados que não enxergam que foi inútil tudo o que fizeram de agosto para cá, desde o início concomitante da campanha eleitoral de 2012 e do julgamento do mensalão?
Nem a militância destro-midiática é alucinada nem foi inútil sua campanha anti-Lula, anti-PT e – sempre por tabela – anti-Dilma. Já conversei com muitos desses militantes e sei por que persistem na artilharia incessante contra esses três eixos da situação hoje no Brasil, mas nem precisaria.
Todos se lembram da pregação de dona Judith Brito no Instituto Milenium no sentido de que cabia à imprensa fazer oposição ao governo federal, explicando que a debilidade da oposição, decorrente do desenvolvimento econômico e social do país, requeria o concurso dos meios de comunicação para evitar a "hegemonia lulopetista".
Para quem não sabe, em entrevista ao jornal O Globo, em 2010, no âmbito da campanha eleitoral à Presidência da República, a presidente da Associação Nacional de Jornais e executiva da Folha de S. Paulo, Maria Judith Brito, fez a seguinte declaração:
"A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo"
Leia agora, abaixo, comentário do verbete "Partido da Imprensa Golpista" na Wikipedia.
"A declaração de Maria Judith Brito foi bastante criticada por repórteres e intelectuais, bem como por autoridades ligadas ao governo. As críticas focaram no aparente reconhecimento de que a imprensa estaria, de fato, assumindo um papel de oposição.
Em artigo publicado na Carta Maior, Jorge Furtado afirmou que a presidente da associação teria assumido que a grande imprensa do país virou um 'partido político' e a criticou por não questionar a 'moralidade de seus filiados [ao] assumirem a 'posição oposicionista deste país' enquanto, aos seus leitores, alegam praticar jornalismo'
Luciano Martins Costa, do Observatório da Imprensa, fez crítica semelhante, afirmando que 'o risco maior para a imprensa vem da própria imprensa, quando os jornais se associam para agir como um partido político'.
O ministro Paulo Vannuchi, titular da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, também criticou a declaração, afirmando que a imprensa 'vem confundindo um papel que é dela — informar, cobrar e denunciar — com o papel do protagonismo partidário'.
Washington Araújo, no Observatório da Imprensa, questiona: 'será papel dos meios de comunicação substituir a ação dos partidos políticos no Brasil, seja de situação ou de oposição? (...) Em isso acontecendo... não estaremos às voltas com clássica usurpação de função típica de partido político? E não seria esta uma gigantesca deformação do rito democrático?'"
Você pode concordar ou discordar da posição da grande imprensa brasileira – ou de seus maiores componentes –, mas não se pode discordar de que há uma lógica no que faz. Vamos a ela.
É claro que sem as campanhas acusatórias aos petistas e aos aliados deles, estariam com popularidade muito mais alta. Há pouco, Dilma anunciou duas medidas que têm um potencial imensurável de beneficiar a sociedade. O que seja, a forte redução nos juros e no valor da conta de luz.
Imagine você, leitor, o que aconteceria se essas medidas fossem implantadas sem que ninguém tentasse minimizar e até desmentir, ainda que de forma absurda, o potencial delas para melhorar a vida da sociedade e fomentar o desenvolvimento. A esta altura, Dilma teria 99,99% de aprovação.
A mídia, pois, apela à idiotia ou ao preconceito ou à falta de instrução ou ao egoísmo ou à falta de caráter de setores da sociedade – ou a tudo isso junto – para formar seu exército antilulista e antipetista. E consegue. E esse êxito está expresso nos números da pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pela Folha de São Paulo, com destaque para Lula, que continua forte como nunca apesar de estar sofrendo uma das maiores ofensivas de seus adversários.
As pessoas, porém, confundem aprovação com intenção de voto e é por isso que alguns não entendem por que Dilma tem 78% de aprovação pessoal, mas só 53% a 57% de intenções de voto para presidente da República.
A explicação é muito simples: aprovação não é pesquisada só entre eleitores, mas também entre quem não vota ainda ou entre quem não vota mais. E também entre quem não quer votar.
Uma analogia pode explicar melhor esse aparente paradoxo: a pessoa pode gostar muito de ir à praia, mas isso não significa que deseje ou pretenda morar na praia, da mesma forma que reconhecer que o governo está indo bem não significa que a pessoa não julgue que pode ir melhor.
A estratégia midiática, portanto, é, sim, racional. É questionável? Claro que é. Afinal, por mais que o engajamento político-partidário da grande imprensa tenha tido êxito no que se propôs (formar uma militância ampla de resistência à possibilidade de "hegemonia lulopetista"), Ibope e Datafolha acabam de mostrar que todo esse esforço tem sido insuficiente.
O contraponto à estratégia da direita midiática é o de auto vitimização dos detentores do poder, o que não seria possível se não houvesse um imenso fundo de verdade na premissa de que Lula, PT e Dilma são alvos de injustiças e violações de seus direitos civis.
Essa estratégia também tem tido largo êxito. E, à diferença da estratégia oposicionista, um êxito majoritário, pois se estão cristalizadas posições contra o governo, igualmente se cristalizaram as posições no sentido de que a imprensa está sendo vista como um legítimo partido político, o que, por si só, não condena, mas descredencia para a crítica.
É claro, evidente e cristalino que quem não é corintiano ou palmeirense não irá levar em conta a opinião de um torcedor do Corinthians sobre o Palmeiras e vice-versa. É o que ocorre com a disputa entre situação petista e oposição demo-tucano-midiática. A maioria já se convenceu de que não dá para levar em conta o noticiário "da Globo" porque "a Globo" odeia o PT.
Resta, pois, a insinuação que o Partido da Imprensa tenta contrabandear dentro do noticiário sobre essas recentes pesquisas Ibope e Datafolha, a de que, aos poucos, a campanha midiática está surtindo efeito. Isso porque os pesquisados revelaram um pouco mais de desagrado com aspectos da governança do país, com destaque para a Segurança, por exemplo.
Essa premissa ignora o fato de que não há nada de inédito ou de espantoso em um contingente maior, mas ainda muito pequeno dos pesquisados, desaprovar aspectos da condução do país pelo governo do PT, pois governos estaduais e municipais de oposição têm sofrido revés muito maior – pesquisas recentes mostram, por exemplo, que 71% dos paulistas não confiam no governador tucano Geraldo Alckmin para resolver os problemas de Segurança que assolam São Paulo.
Além disso, sempre que aumenta o nível de crítica ao governo, a Lula e ao PT na mídia, o efeito imediato é o de aumentar, de alguma maneira, a visão crítica da sociedade sobre este ou aquele aspecto, e essas pesquisas estimulam isso ao fazerem perguntas ao pesquisado que o induzem a refletir sobre o que possa existir de negativo em um governo que considera bom.
Sobre a economia, apesar de a mídia agir como se o crescimento não estivesse diminuindo fortemente no mundo inteiro, praticamente tentando vender que esse é um problema brasileiro, quem não sabe que enquanto aqui não decorre nenhum grande problema por conta da crise internacional nos países que sempre foram o oásis do bem-estar social as famílias estão sendo despejadas de suas casas aos milhares, o desemprego grassa e aquele bem-estar vai sumindo?
Apesar do fato de uma parcela da sociedade entrar nessa onda da mídia, a grande maioria – que as pesquisas dizem ser de quase 80% – sabe muito bem que estamos nos saindo brilhantemente ao navegar por uma crise que assola o planeta inteiro.
Essa é a fraqueza da estratégia da direita midiática, e é devido a ela que o governo federal e a sua titular vão conseguindo não apenas cristalizar, mas aumentar o contingente dos que apoiam o rumo da administração do país. A maioria dos brasileiros está convencida de que a grande imprensa virou mesmo o que até já assumiu que é: um partido político.

Cai confiança do leitor na imprensa tradicional


http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/88151/Cai-confian%C3%A7a-do-leitor-na-imprensa-tradicional.htm 

quinta-feira, 1 de março de 2012

Inteligência não é o forte dos preconceituosos, diz estudo


Universidade canadense aponta que pessoas de QI baixo têm mais tendência a apresentar comportamento conservador.


Algumas pesquisas conseguem ser tão surpreendentes que colocam em xeque 
muitas coisas 
nas quais sempre acreditamos... 
Enquanto outras servem mais como uma constatação 
do óbvio. É o caso de um estudo da Universidade de Ontario, que revela que 
as pessoas preconceituosas são menos inteligentes do que aquelas que possuem 
a mente mais aberta 
à diferença.
Na verdade, trata-se da relação inversa: 
os indivíduos com baixo QI têm uma 
tendência maior a apresentar um pensamento conservador e preconceituoso — mas, nesse 
caso, a ordem dos fatores não altera o resultado. 
De acordo com a pesquisa, publicada na revista Psychological Science, existe um ciclo 
vicioso em que as pessoas menos inteligentes se abrigam em ideias ortodoxas, que tendem 
colocar o mundo em um padrão bem definido. Não dispostas a aceitar aquilo que foge de 
seus parâmetros, elas tendem a ser mais preconceituosas. Além disso, esse tipo de 
pensamento 
é passado de pai para filho, o que torna a situação ainda pior.
Porém, não se trata de uma generalização, ou seja, nem todos os preconceituosos são burros
 e nem quem tem a mente aberta é inteligente. Segundo o chefe do estudo, Gordon Hodson, o resultado é apenas uma média de vários fatores levados em conta.

(Fonte da imagem: Wikimedia Commons)



domingo, 29 de janeiro de 2012

Abra os olhos, Brasil


O raciocínio do cartaz faz algum sentido, é claro. Se você votar num bagaço para um cargo público, o serviço que você (não) obterá de volta será um bagaço.

Porém… e sempre tem um porém, os políticos amam esta idéia e torcem para que você pense assim, porque esse tipo de raciocínio culpa a vítima. Você até se acha inteligente pensando deste modo, mas os políticos estão anos-luz a frente de você que só assiste ao Jornal Nacional e se acha bem informado. Assim, quando você divulga uma imagem como a acima, está se culpando indiretamente pela política brasileira ser a lástima que é. Você tem uma parcela de RESPONSABILIDADE? Tem! Você, como eleitor, é culpado pela corrupção na política? Nunca!

Uma parte do povo realmente vota mal, pensando em interesses próprios, ou às vezes nem pensando. Mas uma grande parte do povo vota com boas intenções, realmente acreditando, pois eleições no Brasil são um exercício de esperança. E essa grande parte de eleitores não tem a menor condição - a começar por tempo disponível - para averiguar o histórico do candidato e muito menos para ter certeza se ele honrará a confiança que lhe foi depositada.

Ai Ronaud como você é implacável. O político, coitado, não sabe o que faz e… você sabe, a carne é fraca, o dinheiro tá ali, muito facinho, e ele vai e bota a mão! Coitado, não resistiu à tentação…

Ora, o sujeito é um sem-vergonha, bandido, safado, desonesto, anti-ético, desumano – porque mexe com dinheiro do qual muitas vezes a vida das pessoas depende, como o da saúde, por exemplo…

E o povo é que é o culpado, porque votou mal.

Ele é bandido e EU sou culpado porque não tenho a visão de raio X que me permite enxergar o caráter do indivíduo por trás daquele sorrisinho fácil.

Desculpa, mas não aceito isso. Bandido de terno-e-gravata continua sendo bandido, e muito pior, porque ele é sofisticado, não lida com milhares, lida com milhões.

Políticos são bem grandinhos e sabem muito bem para quê foram colocados nas posições que ocupam. Para trabalhar por nós, e não para trabalhar para eles apesar de nós. Eles tem uma responsabilidade que precisa ser cobrada deles mesmos, e JÁ. E não de nós, que somos as vítimas, somente ao final do mandato.

Se você acredita veementemente no raciocínio do cartaz, e achou o máximo quando o viu pela primeira vez rolando pelo Facebook, sinto informar, você precisa rever seus conceitos.

Texto Retirado do Site: http://www.ronaud.com

Abra os olhos, Brasil

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Cariri sofre com abastecimento d’água e em uma delas moradores não possuem sequer água encanada


 
Imagine uma cidade em que a população precisa comprar água a pipeiros para beber, tomar banho e fazer todas as necessidades próprias de um ser humano.
Segundo relato de Patrício Silva essa realidade existe e pode ser vista por quem desejar na cidade de Assunção, Cariri da Paraíba. “Aqui nós estamos comprando água a carro pipa por 70 reais e muitas vezes nem há para comprar, uma vez que a demanda é maior que a oferta. Quem não pode comprar o Exército coloca água em um chafariz que mal dá para pegar mais do que dois ou três baldes de água para todo o dia”, explicou.
A falta de um abastecimento de água com qualidade é um problema com o qual muitos caririzeiros são obrigados a conviver diariamente. Em Caraúbas, cidade pertencente ao Cariri Ocidental, até que existe água encanada, mas a rede de tubulação é a mesma que abastecia a cidade há 22 anos.
Lucia Nunes mora na parte alta de Caraúbas e neste caso o problema é ainda maior. Ela explica que o abastecimento na cidade se dá por rodízio, isto é, liga-se num lugar e desliga-seem outro. Paraa moradora, o constrangimento causado pela Cagepa na população é tamanho e há meses em que chega a ficar 15 dias sem água.
Na terceira reportagem especial sobre os Avanços e Desafios do Cariri, a equipe de reportagem da Serra Branca FM cobrou da Cagepa e Governo do Estado explicações para os problemas mais gritantes da região no tocante ao abastecimento de água. Digo os mais gritantes, porque diversos outros são registrados em quase todas as cidades do Cariri e a explicação é sempre a mesma: sistemas obsoletos e falta de investimentos na região.
Sobre a elementar falta de água encanada no município de Assunção, o secretário de Recursos Hídricos do Estado, João Azevêdo Lins, garantiu que o Estado já tem uma solução para o problema. Segundo ele, uma adutora que vem da cidade de Patos passará por Assunção e verbas já estão asseguradas no novo empréstimo do Governo junto ao BNDES, previsto para este ano.

Com soluções que há anos não saem do papel e problemas que há mais tempo ainda incomodam a população, o Cariri espera ações mais concretas dos governos que se sucedem.

De Olho no Cariri

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A diferença entre política e politicagem




Hoje a maioria dos brasileiros diz não gostar de política. Isso é compreensível, até porque vemos a todo o momento escândalos em todos os níveis de governo. Só neste ano, já foram sete ministros que caíram graças à imprensa investigativa, por suspeitas de corrupção.

A política fisiológica que se baseia na troca de favores visando apenas interesses pessoais e partidários é hoje regra. O mensalão é apenas um dos subprodutos da falta de vergonha e cinismo dos politiqueiros de plantão.  Tudo parece estar contaminado pela politicagem que infesta o governo federal, governos estaduais e municipais.

Mas essa pouca vergonha que vemos hoje nada tem haver com política! Essa roubalheira que parece inebriar grande parte dos políticos atuais é um fenômeno conhecido como politicagem, ou, nas palavras de Ruy Barbosa, politicalha. Vejamos o ótimo texto do eminente jurista baiano que fala sobre o assunto:

A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, cria, apura, eleva o merecimento.
Não é esse jogo da intriga, da inveja e da incapacidade, a que entre nós se deu a alcunha de politicagem. Esta palavra não traduz ainda todo o desprezo do objeto significado. Não há dúvida que rima bem com criadagem e parolagem, afilhadagem e ladroagem. Mas não tem o mesmo vigor de expressão que os seus consoantes. Quem lhe dará com o batismo adequado? Politiquismo? Politicaria? Politicalha? Neste último, sim, o sufixo pejorativo queima como um ferrete, e desperta ao ouvido uma consonância elucidativa.

Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou o conjunto das funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si mesma.

A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”.

Demóstenes, já no quarto século A.C, dizia que "É necessário que os princípios de uma política sejam justos e verdadeiros". Tudo que foge disso, é prejudicial ao povo e fere gravemente o País.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Debate sobre a falta de água em Assunção é intensificado e ganha adesões



Depois que o PT Jovem em Assunção começou uma campanha pelas redes sociais intitulada ASSUNÇÃO MERECE E PRECISA DE ÁGUA a luta está intensificada pela conclusão dos trabalhos da adutora Coremas Assunção. Pelo facebook esta semana o governo do estado voltou a manter contado com João Paulo, Genildo Felismino e Waschington Guedes assegurando que ainda no mês de janeiro a obra poderá ser reiniciada.

Depois da mobilização da juventude o vereador Márcio Oliveira também entrou no debate, ontem o parlamentar postou no seu facebook que no mês de janeiro o deputado federal Wilson Filho e estadual Antonio Mineral estarão reunidos com uma representação da sociedade assunçaense, com o prefeito Vogel e ouras lideranças para discutirem o problema e apontarem uma posição concreta ao povo de Assunção.
Lázaro Farias -
 
Debate sobre a falta de água em Assunção é intensificado e ganha adesões

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Assunção Merece e Precisa de Água -texto de Genildo Pereira

      O povo sofre com o próprio comodismo, que já dura décadas, isso não por conta de qualquer

descaso da população, mas por causa da falsas esperanças nos passada através de campanhas 

políticas, onde candidatos com seus belos carros de luxo, se deslocam para nosso sofrido

interior em busca de necessidades e sofrimentos do nosso povo, para se basear neles e fazer 

falsas promessas, chega de esperar quem não tem sede resolver nosso sofrimento com a 

seca, chega de acreditar em pessoas que indiretamente fazem chacotas com o nosso 

sofrimento, agora é a hora, a hora de admitir que sofremos com a falta de água, é hora de 

mostrar que existir dentro de você um paraibano inconformado com o descaso por parte do 

estado conosco, é hora de reivindicar nossos direitos e que o povo de Assunção sofre e luta 

duramente há décadas contra a indústria da seca, não somos grandes centros urbano, mas 

pagamos nossos impostos e temos esse e outros direitos, realmente essa é a hora de mostrar

todos com suas ferramentas, que Assunção não só precisa mais também merece água. 

Assunção Merece e Precisa de Água -texto de Genildo Pereira